terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Os 1001 Km

E se de repente, no início da semana de pico de um plano de treino para uma Meia Maratona - a da vossa cidade natal, ainda por cima - atingissem o milhão de metros corridos? E se, horas volvidas sobre a conquista, recebessem uma notícia de digestão difícil?
Been there. These days.
Já tinha feito as contas e não me surpreendeu a chegada aos 1.000 km, mas comemorei com um km final de sprint e, ao chegar a casa e descarregar o exercício para o meu smartphone, foi saboroso ver aquele número de quatro dígitos aparecer no total acumulado.
E o que ganhei eu com isso?
Pois bem, hoje de manhã, ainda durante essa mesma semana de pico, recebi um telefonema do hospital. A agendar uma pequena rinoplastia para as vésperas da prova.

Bonito serviço! Uma cirurgia, ainda que pequena, ao nariz, impedir-me-á de competir na Meia Maratona de Braga, pensei.
Encolhi os ombros e aceitei. Mais ou menos.

E o que fazer quando recebemos uma notícia destas? Quando meses de treino se esvaem em fumo na nossa frente?

Corremos para esquecer.

Corremos para esquecer e deslocamos o foco do nosso treino. E isto é relevante.
Se ontem atingi os 1.000 km a preparar-me para a Meia Maratona de Braga, hoje vou acumular mais uns quantos km a otimizar a minha forma física para que, durante o pós-cirurgia, a perda de condicionamento seja mínima. Vou treinar ainda com mais afinco, porque o "dia D" está uns dias mais próximo do que eu pensava. Vou trabalhar no VO2 máximo e na força muscular para que, quando regressar aos treinos, regresse a um nível razoável.
Vou arranjar pretextos para correr e, se mais nenhum houver, vou mesmo correr para esquecer!
Vou apertar os atacadores. Até já!

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