Hoje passei por um episódio relativamente comum, daqueles que a maioria dos runners conhece muito bem e com o qual muitos simpatizarão. Um episódio que se repete vezes sem conta e que tem, recorrentemente, um final agradável.
O dia começou cedo, sem margem para treinos, e acabou tarde. Bem mais tarde que o previsto.
À saída dos afazeres profissionais, um rápido olhar para o relógio indicava que, claramente, o treino do dia, ainda que planeado para ser curto, teria que ser adiado. Com um jantar marcado, seguido de um aniversáiro, não havia agora espaço na agenda para encaixar para apertar os atacadores e sair. Paciência, ficará para amanhã, pensei.
Cheguei a casa e não pensei mais no assunto. É assim que se deve fazer, dizem. Mas não pensei no assunto porque durante a viagem tomei a decisão - acertada - de manter o treino. Troquei rapidamente de roupa, liguei a informar que me ia atrasar quinze míseros minutos para o jantar e dei corda aos sapatos. Sem mais. Saí para a rua e corri. E com quinze minutos adicionais ganhei uma hora de treino e consegui não deixar três quartos de hora escapar por entre os dedos.
Uma hora volvida, após um longo dia de trabalho, ali estava eu. Transpirado, com mais uns quilómetros nas pernas e muito relaxado. Como se as questões do quotidiano tivessem saído pelos poros. Pronto para outra. Porque correr também é isto - uma belíssima forma de aliviar a tensão.
Às vezes, para correr, é ironicamente necessária uma verdadeira correria contra o tempo.
Boas corridas!
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