Retomo o vosso contacto na Meia Maratona do Douro Vinhateiro, prova em que, falhando os 90 minutos - ainda não estava preparado -, me convenci que precisava de mais preparação, em provas ligeiramente mais rápidas.
E assim foi. Inscrevi-me e treinei para a Corrida da primavera 2016, em Esposende, no litoral norte.
A prova foi dura, dado que o vento soprava intensamente, mas muito bem organizada, e com uma paisagem distinta - o litoral desta pequena cidade minhota.
Acabei os dez quilómetros abaixo dos 42 minutos, apesar de tudo, e mentalizei-me que a forma física ainda está a caminho do seu melhor e que, com o treino certo, nada será impossível. A prova valeu-me novos recordes aos 5 e 10 quilómetros.
Seguiu-se uma semana pouco ortodoxa. Entre festejos (o Braguinha ganhou a taça de Portugal, a equipa só chegou a casa às três e meia da manhã e precisava de apoio), visitas ao Parque Nacional, feiras romanas e trabalho, não sobrou tempo para descansar - tive até que deixar de fora um ou outro treino planeados, e forcei-me, mais que uma vez, a sair de casa para treinar, mesmo que os músculos clamassem por descanso.
Hoje, após mais uma noite curta, fui até Vila Nova de Gaia correr a 2ª Corrida Portucale.
Trata-se de uma prova numa envolvente muito bonita - as margens do rio Douro, quer do lado de Gaia, quer do Porto. É, contudo, uma prova com uma distância algo estranha - quinze quilómetros. Não permitindo um elevado ritmo competitivo, é suficiente para treinar o ritmo de corrida para uma prova de distância mais longa.
E assim foi. A preparação era deficitária. A alimentação desadequada. O descanso muito abaixo do requerido. Até a hidratação foi mais descuidada, durante esta semana. E não corri com uma hierarquia de objetivos bem definida.
Estavam, pois, reunidas todas as condições para que as coisas não corressem bem.
Arranquei a prova ligeiramente acima do ritmo pretendido, mas cedo corrigi, aos dois quilómetros, tendo-me juntado a uma divertida equipe de Gaia, os Nascidos Para Correr, que iam a manter ritmo - e um ritmo que me agradava.
Lá fui, atrás deles, a desfrutar a paisagem e a tentar perceber se, para uma corrida de maior distância como é a Meia Maratona teria pernas para baixar dos noventa minutos.
Na Afurada, após uma curta subida, dava-se o último retorno, já após o quilómetro onze. Perdi aí o contacto com os NPC. Também não me esforcei por seguir com eles. Mantive-os à distância, e percebi que ainda havia pernas para acelerar, o que me deu algum alento e confiança.
Viria a terminar a prova abaixo dos 64 minutos, com energia suficiente para, após um breve convívio com os NPC, retirar o chip, receber mais uma merecida medalha e beber uma bebida desportiva, voltar atrás, a correr, e dar alento a um amigo que fazia a sua prova, ao seu ritmo. Estava batido mais um recorde, aos quinze quilómetros.
No final, sem duches mas com guarda-roupa, fica uma nota mediana para uma organização que pouca informação partilha com os participantes, com abastecimentos algo deficitários, mas capaz de erguer uma prova que une dois concelhos num cenário maravilhoso para correr. E até a meteorologia ajudou!
Entretanto, recuperei o objetivo noventa minutos para a Meia Maratona sunset de Caminha, no próximo sábado. Decidi antecipá-lo (estava a guardar este objetivo para Guimarães, no dia 26 de junho), uma vez que a prova para a qual o planeei inicialmente tem uma altimetria algo acentuada, o que possivelmente impedirá marcas muito rápidas. Serão menos duas semanas de preparação.
Hoje será, portanto, o último dia de excessos.
De segunda a sexta serei um anjinho, com pouco treino e muito descanso. Sábado vou "para a praia".
O relógio prevê 1h28m04s para Caminha. Espero que esteja, uma vez mais, correto. Mas para isso vou Dar Corda aos Sapatos!
Seguiu-se uma semana pouco ortodoxa. Entre festejos (o Braguinha ganhou a taça de Portugal, a equipa só chegou a casa às três e meia da manhã e precisava de apoio), visitas ao Parque Nacional, feiras romanas e trabalho, não sobrou tempo para descansar - tive até que deixar de fora um ou outro treino planeados, e forcei-me, mais que uma vez, a sair de casa para treinar, mesmo que os músculos clamassem por descanso.
Hoje, após mais uma noite curta, fui até Vila Nova de Gaia correr a 2ª Corrida Portucale.
Trata-se de uma prova numa envolvente muito bonita - as margens do rio Douro, quer do lado de Gaia, quer do Porto. É, contudo, uma prova com uma distância algo estranha - quinze quilómetros. Não permitindo um elevado ritmo competitivo, é suficiente para treinar o ritmo de corrida para uma prova de distância mais longa.
E assim foi. A preparação era deficitária. A alimentação desadequada. O descanso muito abaixo do requerido. Até a hidratação foi mais descuidada, durante esta semana. E não corri com uma hierarquia de objetivos bem definida.
Estavam, pois, reunidas todas as condições para que as coisas não corressem bem.
Arranquei a prova ligeiramente acima do ritmo pretendido, mas cedo corrigi, aos dois quilómetros, tendo-me juntado a uma divertida equipe de Gaia, os Nascidos Para Correr, que iam a manter ritmo - e um ritmo que me agradava.
Lá fui, atrás deles, a desfrutar a paisagem e a tentar perceber se, para uma corrida de maior distância como é a Meia Maratona teria pernas para baixar dos noventa minutos.
Na Afurada, após uma curta subida, dava-se o último retorno, já após o quilómetro onze. Perdi aí o contacto com os NPC. Também não me esforcei por seguir com eles. Mantive-os à distância, e percebi que ainda havia pernas para acelerar, o que me deu algum alento e confiança.
Viria a terminar a prova abaixo dos 64 minutos, com energia suficiente para, após um breve convívio com os NPC, retirar o chip, receber mais uma merecida medalha e beber uma bebida desportiva, voltar atrás, a correr, e dar alento a um amigo que fazia a sua prova, ao seu ritmo. Estava batido mais um recorde, aos quinze quilómetros.
Entretanto, recuperei o objetivo noventa minutos para a Meia Maratona sunset de Caminha, no próximo sábado. Decidi antecipá-lo (estava a guardar este objetivo para Guimarães, no dia 26 de junho), uma vez que a prova para a qual o planeei inicialmente tem uma altimetria algo acentuada, o que possivelmente impedirá marcas muito rápidas. Serão menos duas semanas de preparação.
Hoje será, portanto, o último dia de excessos.
De segunda a sexta serei um anjinho, com pouco treino e muito descanso. Sábado vou "para a praia".
O relógio prevê 1h28m04s para Caminha. Espero que esteja, uma vez mais, correto. Mas para isso vou Dar Corda aos Sapatos!
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