domingo, 10 de julho de 2016

Um ano a Dar Corda aos Sapatos

Fez ontem, precisamente dia 9 de julho, um ano que atei pela primeira vez umas sapatilhas e decidi experimentar a corrida. 
O objetivo era simples: ir desde minha casa até casa dos meus pais, onde iria jantar, a correr.
Não consegui, nem perto, ficando-me pelos cerca de 2 km de corrida.
Em julho voltaria a correr mais três vezes. A última, no dia 21, ultrapassou os cinco quilómetros. Mas a verdade é que apenas em setembro comecei a correr com mais regularidade, 
Entretanto, muita coisa mudou. Informei-me, comecei a fazer alguns planos de treino mais dedicados, participei em várias provas populares. Ainda que sem treinador, tenho batido recordes pessoais com frequência e participado em provas de estrada progressivamente mais exigentes.
Ontem, para comemorar, fiz um treino longo de 30 km, com pouco mais de 300m de acumulado. Com o calor, acabei por me sentir desidratado e fazer bastante esforço em determinada parte do treino, que foi bem lento. 
Mas na verdade gostava de dedicar esta reflexâo à evolução emocional que senti durante este ano. 
Comecei por correr para baixar peso. E perdi. Mais de 10 quilos, nos primeiros meses.
Essa deixou, contudo, rapidamente de ser a minha principal motivação para correr. 
Não demorou muito até começar a sentir benefícios ao nível da saúde. Muito menos ansiedade, maiores níveis de atenção, até a minha memória de ratinho tem vindo a melhorar.
Fiz os testes físicos para garantir que podia aumentar o nível de esforço, e nessa altura descobri a competição. Conhecer pessoas novas, interessantes e com a mesma paixão pelas corridas, conhecer lugares belos e passar por eles a correr. Tentar superar-me a cada corrida, a cada treino. Superar os pensamentos negativos nos dias em que os treinos não correm bem - como ontem - e festejar com as conquistas dos dias bons. Cumprimentar pessoas na rua, ser aplaudido nas provas, e descobrir que o running, afinal, não é um desporto assim tão barato - a cada prova e a cada par de sapatilhas. É, ainda assim, seguramente o desporto mais em conta que podemos praticar. 
Ontem, um ano depois do meu primeiro treino, passei o dia quente à espera que o sol baixasse para me superar uma vez mais. Saí para a estrada, corri trinta quilómetros e, no fim, dei-me a mim mesmo alguns minutos para celebrar, antes de ir tomar um duche. 
Hoje, exatamente um ano depois do primeiro dia de descanso como runner, sou mais um embaixador desta prática tão saudável, que nos permite viver a natureza, conhecer os nossos limites e vencê-los, dia após dia. Hoje não vou dar corda aos sapatos!

Até amanhã!


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