Não consegui, nem perto, ficando-me pelos cerca de 2 km de corrida.
Em julho voltaria a correr mais três vezes. A última, no dia 21, ultrapassou os cinco quilómetros. Mas a verdade é que apenas em setembro comecei a correr com mais regularidade,
Entretanto, muita coisa mudou. Informei-me, comecei a fazer alguns planos de treino mais dedicados, participei em várias provas populares. Ainda que sem treinador, tenho batido recordes pessoais com frequência e participado em provas de estrada progressivamente mais exigentes.
Ontem, para comemorar, fiz um treino longo de 30 km, com pouco mais de 300m de acumulado. Com o calor, acabei por me sentir desidratado e fazer bastante esforço em determinada parte do treino, que foi bem lento.
Mas na verdade gostava de dedicar esta reflexâo à evolução emocional que senti durante este ano.
Comecei por correr para baixar peso. E perdi. Mais de 10 quilos, nos primeiros meses.
Essa deixou, contudo, rapidamente de ser a minha principal motivação para correr.
Não demorou muito até começar a sentir benefícios ao nível da saúde. Muito menos ansiedade, maiores níveis de atenção, até a minha memória de ratinho tem vindo a melhorar.
Ontem, um ano depois do meu primeiro treino, passei o dia quente à espera que o sol baixasse para me superar uma vez mais. Saí para a estrada, corri trinta quilómetros e, no fim, dei-me a mim mesmo alguns minutos para celebrar, antes de ir tomar um duche.
Hoje, exatamente um ano depois do primeiro dia de descanso como runner, sou mais um embaixador desta prática tão saudável, que nos permite viver a natureza, conhecer os nossos limites e vencê-los, dia após dia. Hoje não vou dar corda aos sapatos!
Até amanhã!
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