Após terminar a Meia Maratona de Braga, no fim-de-semana passado, pensei em ter uns dias de descanso, com corridas de manutenção e pouco mais. Afinal de contas, após um plano de treinos deste calibre, o corpo merecia e pedia um descanso.
Pois bem, se a corrida foi no domingo, segunda-feira de manhã ligavam-me a agendar a tal malfadada cirurgia sobre a qual já aqui escrevi.
É já segunda, dia 7. E aí, sim, vou forçosamente ficar algumas semanas afastado da estrada.
Ora, e o que fazer quando se recebe uma notícia destas? Dá-se corda aos sapatos! Mais tarde, esse mesmo dia, dei uma corrida de manutenção de cerca de dez quilómetros.
Se por um lado correr ajuda a aliviar a tensão provocada por estas notícias, por outro o meu objetivo automaticamente mudou e tornou-se mais proximal. A partir desse dia, o objetivo passou a ser de, no dia 7, estar na melhor condição aeróbica possível, para que a perda de condicionamento físico se dê a partir de um ponto elevado. E abandonei completamente o objetivo que estava ainda a começar a traçar, de um novo recorde pessoal da Meia Maratona, em Junho - ainda vou retomar este objetivo, mais tarde.
E assim fiz. Corri. Intervalos. Muitos intervalos. Acelera, recupera, acelera, recupera, acelera, recupera, acelera, recupera.
Quase toda a minha semana se deu nesta toada. Hoje não será exceção. A ideia é ajudar o corpo a aportar mais oxigénio aos músculos, pois este é um dos primeiros fatores a deteriorar-se quando estamos parados. Hoje não será exceção. Acelera, recupera, acelera, recupera, acelera, recupera.
Amanhã, na véspera da cirurgia, vou atirar-me a um treino longo. Para me distrair, para deixar os músculos exaustos e lhes dar uns dias extra de recuperação. E, depois, vou ficar uns dias de "papo para o ar".
O simples pensamento de parar de correr pela primeira vez desde que comecei os treinos é estranho.
Como será a redução de endorfinas? Como será, quando regressar à estrada, daqui a algumas semanas, sentir que regredi? Como será a recuperação do condicionamento físico?
Aliado à ansiedade da cirurgia per se, e do impacto que a mesma tem nas restantes esferas da minha vida, estou com os níveis de ansiedade nos píncaros.
O que fazer? Dar corda aos sapatos! Hoje e amanhã. Porque depois vem uma paragem forçada.
Vou calçar as sapatilhas. Até já!
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